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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cerimónia de Homenagem aos Participantes do I Caldas/Badajoz


E como estava aprazado no dia 9 de Maio de 2015, pelas 15:30 horas no Museu de Ciclismo em Caldas da Rainha, realizou-se a cerimónia evocativa e de homenagem a quem de alguma maneira participou ou colaborou no I Caldas Badajoz  realizado a 8 e 9 de Maio de 1982.
Uma festa simples mas muito digna e que tocou sentimentalmente a quem nesse já longínquo ano de 1982, participou nesse evento trazendo-nos sentimentos de alguma nostalgia, mas que foi muito agradável recordar, vendo até alguns companheiros que já não se viam há muitos anos.
A mesa foi composta com as presenças do Presidente da Câmara das Caldas, Presidente da Associação para o Desenvolvimento do Ciclismo/Museu do Ciclismo, António Marques, Vereadora da Cultura de Figueiró dos Vinhos, Presidente da Junta de Freguesia do Louriçal, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Presidente do Sporting Clube das Caldas, Presidente da Filarmónica do Louriçal e o Director do Museu de Ciclismo e mentor de todas estas iniciativas, o Mário Lino.
A apresentação da cerimónia foi feita pelo António Marques a que se seguiu o Mário Lino entregando as placas de homenagem a 72 pessoas ou entidades homenageadas na cerimónia.
Em cerimónias anteriores já foram igualmente homenageadas mais 60 pessoas.
De salientar que estiveram também presentes elementos Espanhóis do Ciclo Clube de Badajoz e do Clube de Ciclismo de Moraleja que foram também homenageados.
Por fim falou o Presidente da Câmara de Caldas da Rainha tendo-se seguido um beberete.
Foi ainda homenageado o ciclista profissional Maximiano Rôla, que ganhou uma volta a Portugal , na pessoa de seus familiares.

Com escrevi no facebook simplificando, digo o mesmo aqui: Foi bonita a festa pá…

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sessão Evocativa do 1º Caldas-Badajoz

O meu amigo Mário Lino, que é Director do Museu de Ciclismo em Caldas da Rainha, vai levar a efeito no próximo dia 9 de Maio de 2015 pelas 15h:30m,  uma sessão evocativa do 1º Caldas/Badajoz que teve lugar nos dias 8 e 9 de Maio de 1982.
Nesse dia fará a entrega de placas alusivas a alguns dos participantes dessa 1ª edição, que foi a precursora de muitas outras edições e eventos realizados pelo Mário Lino, Sporting Clube das Caldas e a Federação Portuguesa de Ciclismo.
Nessa 1ª edição também participei como descrevo no histórico do meu blog, pelo que lá estarei para participar nessa cerimónia.
As placas marcam as situações e fico agradecido ao mentor da ideia por se ter lembrado de mim, porém, para mim, o que é mais importante é todos nós, aqueles que gostam do cicloturismo,  prestarmos uma homenagem a quem muito tem dado ao cicloturismo Caldense, Nacional e até Internacional e um profundo agradecimento por esse facto.

Obrigado Mário Lino.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Fotos Antigas

Descobri ontem quando arrumava umas gavetas algumas fotos com mais de 30 anos!
Tiradas no Baleal, Montemor o Novo e Badajoz


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Óbidos - Caldas - Badajoz - Olivença

A exemplo de anos anteriores, a 13 e 14 de Maio de 1989 realizou-se mais um Ciclo-Brevet Internacional de Grande Fundo. O percurso era novo o que trazia sempre uma expectativa diferente. Pois partiu de Óbidos e o destino era de novo Olivença. Assim no primeiro dia o percurso era o seguinte: Óbidos, Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcanena, Entroncamento, Constância, Abrantes (almoço), Rossio, Gavião, Alpalhão e Castelo de Vide; Segundo dia: Castelo de Vide, Portalegre, Arronches, Stª Eulália, Elvas, Fronteira do Caia, Badajoz e Olivença. Este percurso pelo menos até Castelo de Vide, tinha uns pontos algo exigentes, tendo em conta a distância de mais ou menos 330 Km.
Cerca de 1300 cicloturistas fizeram-se ao caminho, estendendo-se a caravana por cerca de 50 km. Vieram cicloturistas desde o Minho até aos Açores. Em Castelo de Vide a Revista Caldense da Corsolar deu dois espectáculos com o tema “ Ó Zé Segura a Bilha. Segundo o relato aconteceram dois acidentes, que levaram à desistência de dois elementos da caravana. O timoneiro habitual Mário Lino concretizou mais uma edição com pleno sucesso.
No enquadramento histórico, neste ano o Iraque invadiu o Kuwait, Mandela foi libertado, Carlos Melancia demite-se de governador de Macau, Helmut Kohl proclama a unificação das Alemanhas e ontem como hoje, o acordo ortográfico gera polémica.

terça-feira, 3 de março de 2009

Óbidos - Caldas - Badajoz - Olivença

Há precisamente dois meses que não coloco nenhum post abordando a história do cicloturismo Caldense e Nacional, nomeadamente a clássica Caldas-Badajoz que desde 1982 percorre as estradas entre as duas cidades, com assinalável êxito e participação.
Pois em 14 e 15 de Maio de 1988, como tem sido habitual sob a batuta do Mário Lino e este ano novamente com o Sporting Clube das Caldas, abalançaram-se a realizar o Brevet ligando Caldas a Olivença, essa Vila Espanhola que o Wikipédia faz o registo histórico assim: “O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.”
Esta nota é só para fazer o enquadramento da situação histórica, pois nem eu hoje, nem a Organização ao tempo, pretendeu fazer qualquer aproveitamento politico ao destino escolhido. Segundo a Organização para além do atractivo de um destino diferente, pretendeu-se fazer um contacto entre a Misericórdia de Caldas e a de Olivença, sendo certo que em Espanha é a única existente. As Misericórdias devem-se à Rainha D. Leonor que teve ligações profundas a Caldas, sendo até a fundadora do Hospital termal deste cidade.
Pois os participantes inscritos foram cerca de 700 que fizeram o seguinte percurso: Óbidos, Caldas, Rio Maior, Santarém, Almeirim, Coruche, Mora (almoço), Pavia, Vimeiro, Estremoz e Borba (dormida), isto no dia 14. No dia 15: Borba, Elvas, Caia, Badajoz e Olivença. Um percurso de cerca de 285 km, que foi feito sem grandes contratempos, tendo sido mais um Brevet com uma organização impecável.
Em Olivença foram recebidos pelo Vice- Presidente do Ayuntamiento.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Portugal 50 Anos de Ciclismo 1958-2008

A 15 de Setembro de 2008 apareceu novo Blogue na Blogosfera tendo como mentor o Alcobaça Clube de Ciclismo e sendo o seu título “Portugal 50 Anos de Ciclismo 1958-2008”. Este Clube demonstra uma dinâmica a todos os títulos notável e este seu projecto na Internet assenta numa base histórica com reflexos nos dias de hoje.
No seu post inicial, davam logo informação de um evento do maior interesse para todos aqueles que gostam deste desporto de duas rodas sem motor e que passo a transcrever:
“Com a colaboração e acompanhamento da Câmara Municipal de Alcobaça e da UVP/Federação Portuguesa de Ciclismo, vai o Alcobaça Clube de Ciclismo levar a efeito, em 1/Nov/2008, uma festa/homenagem ao Ciclismo Português, subordinada ao tema “PORTO-LISBOA” e com a designação de “PORTUGAL – 50 ANOS DE CICLISMO””
Deixo aqui o seu endereço, pois me parece merecedor de ser visitado, estando também na barra lateral dos blogues com interesse, de O Meu Cicloturismo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Licença de Trânsito Para Velocípedes

À época do ano de 1958, devia estar eu a ir para a escola primária, era necessário ter licença de trânsito para se poder circular legalmente de bicicleta nas estradas do Estado, como está escrito na respectiva licença que anexo, datada de 13 de Agosto de 1958, sendo tirada semestralmente. Ainda fiz a busca on-line para ver o Decreto-Lei 39911 de 19 de Novembro de 1954, para ver quanto se pagava, mas os diários só estão disponíveis a partir de 1960.
Em 1976 quando adquiri uma bicicleta apenas para me deslocar na cidade tive também que tirar a carta de condução de velocípedes, carta essa que era emitida pela Câmara Municipal, que comportava uma pequena volta, pelo menos para se ver se sabíamos andar de bicicleta. Ainda fui aos meus arquivos para ver se ainda a tinha, mas já não sei dela, deve-se ter extraviado em qualquer momento de arrumação de papeis antigos.
Os tempos eram outros e o Estado, como hoje, procurava arranjar as suas receitas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Joaquim Agostinho

No meu cicloturismo não podia deixar de colocar um post falando no maior corredor Português de sempre, o Joaquim Agostinho. Sendo um blog que procura fazer uma ligação entre o passado e o presente de vivências do meu cicloturismo, esse grande campeão, encheu o meu ego de orgulho pelo seu desempenho Internacional, tendo ombreado com os maiores ciclistas internacionais da época, onde preponderava esse grande campeão belga Eddy Mercx. As suas participações na Volta à França fazem parte do meu acervo imaginário de recordações do ciclismo. Naquele tempo a informação não era tão pronta nem tinha os meios tecnológicos hoje existentes, onde se vêm as coisas quando elas acontecem. Via-se os resumos nos telejornais, ouvia-se na rádio, como eu ouvi a chegada a Alpe d’Huez quando ele venceu essa etapa mítica, lia-se A Bola, que só saía às segundas, quintas e sábados. Não posso esquecer também esse grande Jornalista Carlos Miranda que foi Director do jornal A Bola e que acompanhou a sua carreira, sendo o jornalista de serviço nas reportagens da Volta à França.
Pode-se ver aqui o seu Historial e Memorial no site do Troféu Joaquim Agostinho e o vídeo abaixo da chegada a Alpe D´Huez.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Óbidos - Caldas - Badajoz

Nos dias 1 e 2 de Maio de 1987 mais uma jornada cicloturista envolvendo cerca de 500 participantes, que se inscreveram para o programa deste ano com partida simbólica da Vila de Óbidos e destino a Badajoz. O traçado era igual a outros anos, apenas se introduziu a partida dessa vila museu aqui bem próxima de Caldas da Rainha. O programa referia em título Ciclo – Brevet Internacional – Grande Fundo, com partida de Óbidos, passagem por Caldas, Rio Maior, Santarém, Almeirim, almoço em Coruche e dormida em Montemor-o-Novo. No dia seguinte saída de Montemor, almoço em Borba, Elvas e finalmente Badajoz.
A organização a exemplos dos anos anteriores teve o seu timoneiro habitual, Mário Lino, mas desta vez pertenceu à Casa do Benfica de Caldas da Rainha, tendo o apoio técnico da Associação de Ciclismo de Santarém.
A jornada foi um sucesso organizativo e de convívio entre todos os participantes, não sendo demais repetir o enorme impacto que estes eventos têm tido na Extremadura Espanhola.
Há que salientar que desde a primeira edição, acompanham sempre a coluna de ciclistas, os Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha e no percurso a GNR e a PSP têm uma missão importantíssima na segurança dos mesmos.
Este ano deslocou-se propositadamente à fronteira do Caia uma figura mundial do cicloturismo o Belga Maurice Vertongen ex Secretário Geral da Euraudax e que percorre o mundo há mais de 64 anos em bicicleta. Também participou o Carlos Vieira, campeão mundial de resistência em bicicleta Guiness.Book.
O Expresso de que juntamos a edição evocativa desse ano, já custava 125 escudos.


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bicicletas Antigas

Ao fazer uma pesquisa no Google, encontrei um site Brasileiro que pode ser visto aqui com o título “Bicicletas Antigas” sendo o seu autor o Senhor Marcelo Afornali, que é um coleccionador bem conhecido na América Latina. De lá retirei fotografias para acompanhar este post de uma bicicleta Portuguesa e de outra Americana. (Vejam bem os pormenores)
Passem por lá e vão ver que não dão por mal empregue o tempo a ver autênticas preciosidades de todo o mundo.
A apresentação do site é como segue abaixo:

"Bem-vindo ao Maior Portal de Veteranas da América Latina.
Desde 01/04/2002"Este Portal é dedicado à preservação das Bicicletas Antigas, restauração, comércio de peças e exemplares do género. Em exposição, encontram-se bicicletas originais e restauradas em perfeitas condições de uso e que servem de guia para restauração aos seus visitantes. Entendo que sem comunicação, ciência e conhecimento não avançam, razão pela qual incentivo a troca de informações através deste.
"Marcelo Afornali "Somos o que escolhemos ser e lembrados seremos por nossa escolha... O que fazemos em vida, repercute pela Eternidade!"


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

I Brevet Internacional Caldas-Badajoz-Caldas

Hoje que o tempo melhorou ligeiramente, estava no programa uma saída de bicicleta, porém, apanhei chuva no sábado numa caminhada que fiz e no domingo na caça, o que me trouxe o micróbio da gripe, tendo dormido mal e com a cabeça pesada, não tendo vontade nenhuma de sair pelo menos de manhã. Assim, vou voltar ao momento histórico do cicloturismo Caldense.
Em 1986 nos dias 1, 2, 3 e 4 de Maio um desafio com alguma exigência, foi colocado aos mais de 350 cicloturistas pelo SCC e pelo Mário Lino, no agora designado Brevet. Em quatro dias percorrer os cerca de 600 km do percurso Caldas - Badajoz - Caldas não estava ao alcance de todos. Como já era hábito uma grande parte fez uns percursos de carro e outros de bicicleta, tendo os mais bem preparados cumprido o percurso na sua plenitude.
Como é noticiado no jornal Espanhol que junto, tudo correu com as vicissitudes próprias de quem anda de bicicleta, se nuns dias o calor foi o maior adversário, noutros foi o mau tempo nomeadamente a chuva e vento.
Mais uma vez o articulista tece os maiores elogios à Organização e à forma como foram recebidos, o que tem na prática aproximado a região da Estremadura Espanhola à Estremadura Portuguesa, criando laços de amizade que podem potenciar o turismo entre as duas regiões e quiçá os Países envolvidos.
Aconselho vivamente a leitura do jornal, que tão elogioso é para nós.
A edição do Expresso evocativa do ano de 1986, que também aconselho vivamente a ler, situa historicamente no tempo este Brevet.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

4ª Raid Internacional - 1º Badajoz - Caldas

A mesma vontade de fazer bem dos Organizadores, SCC e Mário Lino, motivaram cerca de 400 cicloturistas a participar em mais este evento que se tornou parte integrante dos calendários cicloturistas anuais, por mérito próprio, diga-se em abono da verdade.
Neste ano de 1985 o percurso para lhe dar um cunho diferente, foi invertido, ou seja, partia de Badajoz, pernoitava-se em Abrantes e terminava nas Caldas. Seguramente que esta alteração evitava alguma monotonia que eventualmente se tivesse instalado na caravana, pois era uma novidade. Assim no dia 18 de Maio de 1985 pelas 6 horas da manhã foi dada a partida de Badajoz. Não participei, recorro-me do que foi escrito na altura, quer pela Imprensa Regional, bem como por um Jornal Espanhol, que teceu os maiores elogios à Organização, não deixando de fazer uma retrospectiva, sendo até muita critica das Entidades Oficiais Espanholas que no 1º Caldas Badajoz primaram por alguma ausência., sendo o título do artigo “Uma Lição a Aprender”
De salientar que o Mário Lino foi homenageado pelo representante do Governo Espanhol com uma placa alusiva, reconhecendo o mérito a quem o merece e é da maior justiça.
Para nos situarmos no tempo, junto uma página do Jornal Expresso que coloca na primeira página aquilo que na sua óptica se passou de mais marcante nesse ano. Parece-me interessante fazer este enquadramento histórico, sendo de salientar que num ano o jornal aumentou 50%, tendo passado de 40$00 (0,20€) para 60$00 (0,30€) não sendo estranho a essa situação a inflação da época que rondaria, vejam bem, os 20% anuais. Quando hoje falamos numa inflação prevista para 2008 de 2,9% estes números parecem-nos estapafúrdios.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Livro Sobre Ciclismo

Quando comecei no cicloturismo, não sabia nada de bicicletas, andamentos a utilizar, questões técnicas, enfim estava completamente às cegas. Foi com a ajuda daqueles que já tinham alguma experiência que adquiri a primeira bicicleta, bem como se anda na estrada, que carretos utilizar nos diversos percursos etc, etc.
Mas como gosto de estar informado, procurei arranjar literatura que me desse algum suporte teórico. Naquele tempo não era como agora, que há de tudo em todo o lado, bem como essa ferramenta indispensável que é a Internet. Pois procurei e não havia muita oferta de livros, encontrei na Papelaria 107 aqui em Caldas, um livro brasileiro com o título “Ciclismo – Técnica Moderna – História – Treinos” que comprei de imediato. Foi na altura uma grande ajuda, hoje como é evidente, está completamente ultrapassado em algumas vertentes. Junto imagem da capa e de duas páginas interiores, para dar uma ideia.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Subida à Serra da Estrela

As serras são um atractivo para todos os que praticam o ciclismo de uma forma profissional, sendo aí nesse terreno que se fazem os grandes campeões da especialidade. Quem não subir bem não pode nunca ambicionar a ser um corredor para ganhar as grandes provas. Terá também o seu papel, poderá ganhar uma prova ou outra, mas nunca aquelas.
O cicloturista ainda que não tenha esse tipo de ambições, talvez numa perspectiva de superação, tem também uma vontade de fazer algumas das subidas que os ciclistas profissionais fazem.
Também eu não fugi a esse desafio. Eu e o Caze, andámos algum tempo a falar que ainda havíamos de subir a Serra da Estrela. Se bem o pensámos melhor o fizemos. Talvez em meados de 1983 na primavera, programámos um fim de semana na serra com a família, levando as bicicletas para tentar vencer esse desafio que nos animava. Hotel marcado com antecipação em Seia não me recordo qual, pois a subida que pensámos fazer era precisamente de Seia até à Torre. Efectuados os preparativos eis que chegou o tal fim-de-semana. Para além da vertente ciclista, no domingo estava previsto irmos visitar um amigo do Cazé, almoçando com ele na serra.
Há que dizer que para nos abalançarmos a fazer aquela subida, estávamos bem treinados e com uns milhares de km nas pernas, como não podia deixar de ser.
Saímos cedo com as nossas mulheres, na carrinha Peugeot 407 do pai do Cazé, com as bicicletas no tejadilho. O dia de sábado parecia nunca mais passar, tal a era a nossa expectativa.
Domingo pequeno-almoço tomado ir buscar as bicicletas e fomos fazer cerca de 25 km para aquecimento antes de começarmos a subir. Subida que começa logo forte em Seia, eu no 42/23 pois não tinha mais. O Cazé nesse dia estava com um desarranjo intestinal, tendo ainda que parar o que nos tirou algum ritmo de subida. Eu estava numa forma formidável, subi com as dificuldades inerentes a uma subida daquelas, mas sempre bem, o mesmo não podia dizer o meu companheiro. Fomos até à Lagoa Comprida e, devido às dificuldades do Cazé voltámos para trás, o que me deixou alguma frustração pois ia a subir bem, faltaram cerca de 7 km que não eram os mais difíceis. Mas pronto foi mais um desafio parcialmente ganho, tendo no nosso currículo uma subida à Serra da Estrela. Bons tempos e com 31 anos sobe-se nem que seja uma parede, se não fosse aquilo a que chamam a gravidade!!!

Foto tirada daqui

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

2º Caldas - Badajoz

O SCC e o Mário Lino com o seu amor à causa do cicloturismo, em cada ano que passava, renovava a sua vontade de prosseguir na realização de eventos, melhorando sempre a qualidade logística, atraindo assim cada vez mais amantes da bicicleta.
Depois de no ano anterior o percurso ser algo exigente, em 1984 voltou-se ao percurso do I Caldas/Badajoz, desta vez com cerca de 500 cicloturistas o que era notável. A realização foi excelente, tendo cada inscrito pago 350$00 (1.75€) de modo a ajudar nos custos organizativos que importaram, vejam bem, 250 contos (1.246.99€). Hoje quando falamos nos números de então até nos parece ridículo, mas as coisas são todas relativas.
Já nesta altura se falava na necessidade da formação de uma Federação para o cicloturismo, o que veio a acontecer em Setembro de 1987 com a formação da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta, de que sou sócio, por todas as razões, nomeadamente a questão dos seguros.
Foi também neste ano que faleceu esse grande campeão, quiçá o maior de todos os tempos, o Joaquim Agostinho, após uma queda devido a um cão se ter atravessado num final de etapa no Algarve. Não me esqueço nunca por razões particulares, do ano de 1979 quando ele venceu aquela etapa mítica de alta montanha, Alpe D´Huez da Volta à França
Para se ter um enquadramento histórico, digitalizei o Expresso de então que custava 40$00 (0.20€).

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Caldas da Rainha - Termas de Monfortinho

Hoje venho falar do Caldas da Rainha – Termas de Monfortinho que ocorreu nos dias 10, 11 e 12 de Junho de 1983, organizado pelos Sporting Clube das Caldas tendo como primeiro responsável o Mário Lino. O material histórico já não é meu, está contido numa publicação chamada “Contributo Velocipédico” da autoria do próprio Mário Lino que é hoje o Director do Museu do Ciclismo com sede em Caldas da Rainha.
Pois neste evento não participei, por razões que já não me lembro. Mas recordo-me perfeitamente, bem como o que era opinião de muita gente, considerando que era uma jornada com um grau de dificuldade a ter em conta.
Senão vejamos o itinerário: Caldas, Rio Maior, Alcanede, Alcanena, Torres Novas, Entroncamento, Tancos, Constância, Abrantes, Alpalhão e Castelo de Vide para o primeiro dia com 170 km. No segundo dia: Castelo de Vide, Niza, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, (almoço) Ladoeiro, Zebreira e Termas de Monfortinho com uma extensão de 144 km. O que quer dizer que em dois dias eram percorridos 314 km!! A maior parte não estava preparada para o fazer. O que se passou com bastantes, é que faziam alguns km e depois recolhiam aos carros, voltando próximo do final a montar a bicicleta. Lembro-me bem dessa polémica. Melhor do que eu possa descrever, deixo dois recortes de jornais da época que fazem o relato do evento, ainda que façam uma critica aqui ou ali com um espírito construtivo, parece-me a mim.


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Primeira Vez ao Montejunto

A orografia da Serra de Montejunto marca toda a região Oeste, em todos os domínios, vistas, clima, flora, fauna, altitude, sendo um desafio para quem anda de bicicleta. Quando comecei a fazer cicloturismo, os companheiros falavam sempre que era um grande desafio subir o Montejunto até às antenas. Uns diziam: eu já lá fui, eu também e por aí a fora, alguns já por lá se tinham aventurado, salientando sempre que era uma subida difícil, muito mais por Pragança do que por Vila Verde de Francos. Andei dois ou três anos a andar à sua volta mas sem ter ganho coragem para me aventurar, os 15% de inclinação em algumas fases e uma inclinação média de 9% não eram convidativas. Mas como era inevitável, depois de esconjurado o receio, o tal dia chegou. Eu o Cazé, que já lá tinha ido, o Norberto, o Pinto e mais três ou quatro companheiros de que não me ocorre o nome, partiram para a temida subida. Saímos de Caldas, Óbidos, Bombarral, Sanguinhal, Pêro Moniz, Martim Joanes, Chão de Sapo, arrabaldes de Pragança (cerca de 38 km), Pragança,onde se começa logo a subir, em ritmo “docement”. A abordagem é temerosa, uns começaram mais fortes que outros, eu pus o meu passo sem me preocupar com os outros e lá fui subindo no 42x23, que era o máximo que possuía, umas vezes melhor outras pior. A meio apanhamos o Norberto a dizer que desistia, não aguentava mais, esgotou-se com um ritmo demasiado forte. Eu e os outros lá íamos, tendo eu chegado a uma altura que disse para o Cazé que voltava para trás. Ele é que dizendo que estávamos quase a chegar o que me animou e das fraquezas fiz forças. Próximo do Quartel há uns planos e eu nessa altura pensando que era o fim, armado em esperto, dei uma sapatada, mal eu sabia que ainda faltavam cerca de 2 km, que foram feitos já em grande esforço. Depois a descida foi sempre a esgalhar, como sempre fui pesado, descidas é comigo. Foi uma grande vitória, passámos a ter no nosso currículo “aquela” subida!! Depois voltei lá mais uma ou outra vez, coisa que hoje nem sequer me passa pela cabeça.
É um local excelente para se visitar, para ver isto e tudo o resto, mesmo que se deixe a bicicleta em casa como é o meu caso.

Foto tirada daqui

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

1º Caldas - Badajoz

Hoje o post é dedicado ao 1º Caldas Badajoz realizado nos dia 8 e 9 de Maio de 1982, evento em que também participei na 12ª equipa e que era constituída por mim, Cazé, Norberto, José Almeida e José Silva.
Na preparação para esta “prova” fizemos milhares de kilómetros, o que nos permitiu fazer o percurso com uma perna às costa, como se costuma dizer. Eu treinava às terças, e quintas feiras, a que chamávamos os treinos clandestinos, e fazia cerca de 50 km em cada saída. Depois aos sábados e domingos, já em grupo, nunca se fazia menos de 100 km por saída. Isto dava sempre pelo menos 300 km por semana, ora os km é que fazem o ciclista, quando há km nas pernas tudo se torna mais fácil.
Pois no dia aprazado e de acordo com a ficha de presenças, compareceram 115 cicloturistas, que se fizeram à estrada logo bem cedo, com partida do campo da Mata. O percurso: Dia 8 - Caldas, Rio Maior, Santarém, Coruche (almoço), Couço, Mora e Montemor o Novo onde se pernoitou. Dia 9 – Montemor, Arraiolos, Estremoz, Elvas e Badajoz, sendo a chegada junto ao Ayuntamiento desta cidade Espanhola. Os cerca de 260 km foram feitos sem grandes problemas por todos.
Há que salientar que três valentes, o Alberto Campos, o Roque e o falecido Albano da Ota, fizeram o percurso de uma tirada, saíram de Caldas bem cedo e chegaram a Badajoz praticamente ao mesmo tempo que nós.

Lista de Inscritos - A Partida - Na Estrada

Eu em Coruche - Passagem da Fronteira - Em Frente ao Ayuntamiento

Crachá - Noticia em Jornal Espanhol

sábado, 1 de novembro de 2008

Silvino César e César Pereira

No post de hoje venho falar de duas pessoas que conheci e que também foram protagonistas no cicloturismo em Caldas. Os senhores Silvino César e César Pereira, ambos já falecidos. Num dos recortes está uma entrevista conduzida pelo Mário Lino ao Sr. César Pereira. Fiz muitos kilómetros com o senhor César, na altura já ele teria mais de 60 anos e não era fácil deixá-lo para trás, coisa que por vezes fazíamos para o acicatar. Era uma pessoa com uma fibra tremenda. O Mário Lino organizou um evento no Louriçal Concelho do Pombal, sua terra natal, tendo participado 70 ou 80 cicloturistas que foram em pelotão até lá, vindo depois de camioneta, isto após o almoço na Associação local. Eu, o César Pereira, o Cazé e o Norberto fizemos o percurso inverso também de bicicleta, o que quer dizer que fizemos 194 km. Na altura ainda não havia os meios tecnológicos hoje existentes, mas seguramente que no regresso fizemos média muito próxima dos 36 km/h e o senhor César sempre a acompanhar o ritmo. Eu tinha comprado em Andorra um conta kilómetros mecânico que se acoplava à roda da frente e, pelo menos, os km feitos eram contabilizados.
O outro recorte é a ficha de sócio do SCC do senhor Silvino César que devido à idade já não se aventurava nestas andanças, mas vinha sempre na sua bicicleta de corrida para a oficina de sapateiro que possuía.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Recordar é Viver

No primeiro post falei do senhor António Castanheira, pessoa que na minha opinião foi um dos percursores do cicloturismo nas Caldas da Rainha. No recorte anexo, na fotografia superior está precisamente ele em primeiro plano, estando o senhor José Henriques um pouco mais atrás, seu sobrinho e que desde miúdo trabalhou na sua oficina. Hoje é o senhor José Henriques que continua com a oficina de bicicletas.
A noticia dá conta de uma grande jornada datada de 1945, em que 175 cicloturistas foram até à praia do Baleal que dista cerca de 30 km e, não é dito, mas devem ter voltado!!!
Na foto inferior está do Lado esquerdo o Alberto Campos que se dedicou ao triatlo e duatlo com um palmarés desportivo assinalável. Imediatamente a seguir está o Mário Lino, não me recordando do nome dos outros dois elementos.
O outro recorte dá conta de dois circuitos realizados em épocas diferentes, mas neste caso já para profissionais. Em 1950 o grande vencedor foi o Pedro Polainas que à época era um grande campeão. No segundo num circuito que parfazia 135 km o grande vencedor foi o Fernando Mendes do Benfica, tendo ficado em 2º lugar o Cosme de Oliveira do Porto. Deste último circuito datado de 1971 lembro-me perfeitamente, pois assisti à passagem dos ciclistas junto à Praça da Fruta, que era precisamente o local da meta.

Clique nas imagens para ver os pormenores